Muitas pessoas associam o nome do Tatsuki Fujimoto imediatamente ao Chainsaw Man. De fato, essa é sua obra-prima — uma construção comercial brilhante e impactante. Porém o “verdadeiro” Fujimoto reside em um espectro muito mais profundo e pessoal, presente principalmente em suas histórias curtas (como as coletâneas 17-21 e 22-26) e Look Back. Embora Chainsaw Man seja uma porta de entrada divertida, é nos one-shots que ele revela sua face mais crua.

Acabei de ler Adeus, Eri, e a experiência é simplesmente fantástica. A obra consegue descrever quem o autor é na essência: uma mistura de terror, agonia e desgraceira. É impossível consumir algo dele sem falar “Ah, não!” ou “Puta Merda!” em voz alta; o choque é constante e as reviravoltas nunca são comuns.

A Arte como Narrativa

O que torna Fujimoto um dos melhores Mangakás da atualidade é como a estética da sua arte conversa diretamente com a mídia que ele está explorando:

  • Metalinguagem: O formato em que a história é escrita é essencial para o enredo.
  • Design Orgânico: O traço não serve apenas para ilustrar, mas dita o ritmo da leitura e a profundidade emocional e “física” de cada quadro.

Veredito

Adeus, Eri me levou do ápice da tensão à tristeza profunda, culminando em uma gargalhada genuína no final. É tudo o que se pode esperar de uma história do Fujimoto: visceral, experimental e emocionante.


Nota

10

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